| Bypass Intestinal |
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Cirurgia – Bypass Intestinal reversível Hipofuncionante
Nesta cirurgia é preservada a área de absorção para os nutrientes essenciais como: proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, sais minerais e outros. A intervenção cirúrgica se faz no intestino delgado, somente após a área onde são absorvidos os nutrientes indispensáveis para a subsistência básica do corpo. É feito um bypass (Derivação intestinal) a nível de jejuno até íleo, variável de pessoa para pessoa, e nesse segmento derivado (bypass) haverá absorção de um terço do quimo (denominação dada ao alimento no intestino delgado). O emagrecimento se faz porque a pessoa comendo o mesmo que antes de ser submetida à cirurgia irá absorver um terço do quimo, no segmento derivado. Além da absorção diminuída dos alimentos, nas pessoas que são feitas derivação mais longa ocorre em 66% delas uma diminuição do apetite, variável de 20 até 60% em relação ao que ocorria antes de serem operadas (as médias e curtas são feitas em mulheres que não tiveram filhos e outros que tenham algum problema de intestino delgado).
O paciente se programa o quanto em média deseja comer antes de ser operado e o bypass terá um maior ou menor segmento, seguindo dados fornecidos pelo próprio paciente, dentro de um parâmetro fisiológico de normalidade para o organismo de cada um. Uma pessoa que não é obesa tem aproximadamente de 4,5m a 7m de intestino delgado, (as mulheres um metro a menos) e seu diâmetro varia de 1,50cm a 3cm, representando aproximadamente uma área de 250m² para absorção dos nutrientes, para uma pessoa de 1,70m de altura, (se o intestino fosse aberto, evertido e estendidas todas as vilosidades), equivalente a um campo de tênis. Uma pessoa obesa tem o intestino delgado mais longo e mais calibroso do que o não obeso, donde ter uma área de absorção de até cinco vezes o normal e, em conseqüência a obesidade. Outras pessoas, apesar de comerem pouco, são hipometabólicas (gastam poucas calorias em relação às demais) e também engordam. Algumas pessoas tendo o intestino preso tem mais facilidade ainda para ganhar peso, porque o alimento permanecendo mais tempo no intestino delgado será quase todo absorvido. Nestes pacientes são feitas valvuloplastia de íleo terminal. A incisão será sob os pelos pubianos (como em uma cesariana ampliada – Incisão de Shernier) e é feita concomitante dermolipectomia acessonal e corretiva (retira-se o excesso de gordura do abdômen, lembrando uma plástica). A pessoa já sai um pouco mais elegante do hospital.A incisão fica mais estética, pois fica em baixo das peças íntimas. A média do internamento é de quatro dias. Custo-benefício: A cicatriz ficará como uma cesariana alongada (ficando encoberta pelas peças íntimas menores). O emagrecimento é mais acentuado nos dois primeiros meses, podendo oscilar de dez a trinta quilos e depois oscilará de três até 10Kg ao mês conforme a pessoa queira emagrecer mais ou menos rapidamente.Em pacientes submetidos a cirurgia plástica de abdômen e mama, o emagrecimento será menor. Nas derivações curtas e médias (feitas em mulheres que não tenham tido filhos ou pessoa com alguma doença inflamatória no intestino) se programa uma ingestão de calorias discretamente menor do que as demais, com a complementação cirúrgica a posterior. Esta cirurgia é reversível, isto é, se a pessoa tiver qualquer outra doença no decurso da vida, que possa necessitar novamente absorver mais alimento (as doenças consumptivas em geral, como HIV, tuberculose, etc...) o procedimento poderá ser revertido como era antes. A anestesia pode ser de três tipos: Geral simples, peridural e geral ou peridural e raquidiana. O risco cirúrgico é bem menor que as demais cirurgias bariátricas atuais, visto que são suturadas estruturas homólogas (intestino com intestino), bem como os riscos de deficiências ou infecções intracavitárias tornam-se menores. A incisão externa, a da plástica, tem maior possibilidade de infectar-se pelo fato de as pessoas obesas terem uma área exposta maior pelo maior volume corpóreo, e o tempo de exposição cirúrgica ampliado em relação aos demais. De cada três pessoas operadas com bypass, duas referem perder aquela fome voraz que tinham antes da cirurgia, e as demais referem um apetite diminuído. |
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